OLHA A ONDA!
Sergio Dalla Vecchia
A alegria transmitida através do ritmo axé à multidão de jovens energizados pelas ondas, mesmo fora do mar, produz euforia, onde corpos contorcem-se como serpentes, malham como atletas e transpiram amarguras.
Esse potencial que as ondas carregam pode induzir a felicidade pela música, da mesma forma que estimulam os desafios de bravura pelos surfistas e equipes, imersos no mar das ondas gigantes.
O fotógrafo, na busca da onda perfeita em Nazaré, arrisca-se temeroso, mas com mãos firmes na câmera fotográfica, almejando a foto da capa na revista especializada.
É de se admirar a bravura desse profissional em sobreviver em meio às paredes sequenciais das ondas gigantes.
A desproporção é muito grande, ele, um nada perante a força do mar, ora submerge, ora lépido aflora, parece brincar com a vida.
Assim preparado, aguarda o momento exato para a foto; luz, movimento e o clique do sucesso final.
Entretendo concentrado, pode deixar passar o momento exato para furar a onda e Zaz! Rolar, rolar como nunca no turbilhão desvairado de energia dissipada.
Sair do mar inconsciente a bordo de um jet ski salva vidas.
Já na maca, abrir vagarosamente os olhos e deparar com o sorriso da sua eterna companheira, conhecida por todos como Iemanjá.
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