O que seria de nós sem os números?
Sergio Dalla Vecchia
Há 30 mil anos, o homem vem evoluindo do processo de contar quaisquer coisas, objetos e animais, até que os hindus, com os árabes, chegaram aos números indo-arábicos, tão conhecidos por nós.
Desde os 6 anos de idade, convivendo com a tabuada 1×1, 1×2, 1×3…, com as 2 rodas da bicicleta e as 3 do velocípede.
Decorando o endereço residencial para não se perder: número 700 da Rua Tal, telefone 72109 e acessível pela linha 28 do ônibus.
Aos 12 anos, envolvendo-se com os 3 ângulos do triângulo, com os 4 lados do quadrilátero até os N lados do polígono que sacudiam nossos neurônios.
Já com 18 anos, RG 1111111, CPF 222222222, CNH 33333333, 5 anos de faculdade, com 5 aulas diárias e 6 matérias por 6 meses.
Adicionando ainda, surgiu o computador com combinações binárias, algoritmos e nuvens carregadas de números reais e imaginários.
Aos 26 anos, trabalhando num bom emprego das 8h até as 18h.
Aos 30 anos, casado, administrando 1 lar, números entrando pelo holerite e números saindo para contas a pagar.
Em meio a essa movimentação numérica da vida, chegaremos aos 80, 90… anos de vida, repletos de números e ainda com 3 a 4 filhos, 6 a 8 netos e 3 a 4 bisnetos.
Podemos concluir que foi uma vida numericamente exata, com plenitude e armazenada para sempre nas nuvens!
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